Eleições 2018

Janela partidária é furacão nível 5: em março vai moer partidos e candidatos

 

PORTO VELHO- De 7 de março a 7 de abril, o primeiro teste de altíssimo estresse das eleições 2018 será, seguramente, a janela partidária, quando políticos em mandato terão a única chance para mudar de partido, sem o risco da infidelidade, e candidatos deverão fazer suas escolhas. É um momento semelhante à passagem de um furacão nível 5, e que tende a ser devastador para muitos partidos e que vai colocar candidatos frente a uma decisão crucial: mudar ou não mudar.

Tomando como base o desempenho dos partidos na eleição de 2014, vê-se que em 2018 as novas regras já reduziriam quase pela metade o número de legendas com acesso aos recursos do Fundo Partidário e à propaganda em rádio e TV: apenas 18 conseguiriam superar a barreira. Nada menos que 14 siglas seriam barradas, pra não dizer moídas: PHS, PTdoB, PSL, PRP, Podemos (antigo PTN), Patriota (antigo PEN), PSDC, PMN, PRTB, PTC, PSTU, PPL, PCB e PCO.

Siglas partidárias formam sopa de letras indigesta para a democracia

Entre os partidos que teriam sido afetados caso a regra estivesse valendo na eleição de 2014, seis têm atualmente representantes na Câmara: PEN, PHS, PRP, PSL, PT do B e Podemos. Outros oito, que não elegeram deputados em 2014, também seriam atingidos: PCB, PCO, PMN, PPL, PRTB, PSDC, PSTU e PTC. Partidos de criação mais recente também seriam afetados de modo decisivo: Rede, PMB, PSOL, PROS e PV. Sim, é uma sopa de letras que, para a democracia, é indigesta, faz muito mal, simplesmente porque a maioria dos partidos médios e quase todos pequenos são peças de aluguel no jogo político.

Apesar disso, de um lado, já temos siglas mais organizadas ou buscando reestruturação, e que estão atraindo pesos pesados da política nacional como o Podemos, que de uma só lapada trouxe os senadores Álvaro Dias e Romário. Isto é apenas um pequeno exemplo do que vem pela frente, e que vai significar perdas sensíveis para qualquer partido que perder senadores e deputados federais, ainda que alguns nomes tenham pouca expressão mas, na contagem de votos, todos são iguais. Mais, a profissionalização e a capacitação dos quadros partidários, daqui por diante, é um imperativo.

ALE/RO: mudança aponta para trocas arriscadas.

Em Rondônia, o comportamento político é como um tsunami que nasce das profundezas do oceano: na superfície, mar calmo, lá no fundo, uma explosão que sobe velozmente e vai provocar danos letais. Fragmentos de informações, relatos, delações e informações de boas fontes, cruzadas com os inegáveis comportamentos de alguns deputados estaduais, apontam para mais que traições, vinganças. Tem deputado que já foi a Brasília pegar partido como se pega moça na calçada, apresentando-se como o paladino do oeste, rei de Rondônia, campeão de votos… e voltou com menos do que foi: nada.

Sim, eles existem mas não se enxergam.

Tem outros ainda que já se reuniram com três, quatro, cinco partidos, buscando novo berço, mas exigindo o comando partidário, como se deputado estadual fosse garantia de reeleição. Enganam-se todos. Outros ainda, em siglas mais fortes — por falta de outra expressão — julgam-se tão espertos, que querem ficar não apenas com o que têm, mas com pés e braços segurando outras siglas menores, dizendo-se muito interessados em formar uma aliança imbatível em 2020 quando, na realidade, tais fulanos não terão votos nem para vereador.

Sim, a Assembleia Legislativa de Rondônia tem quantidade expressiva de deputados que já se consideram reeleitos ou, no mínimo, farão o menor esforço, pois já se consideram donos da cadeira. Além de não terem entregue NADA para a população e seus eleitores, além de terem sido aquinhoados com uma legislatura das mais abastadas e tranquilas dos últimos anos, preparam uma campanha espartana, acreditando que o eleitor é um idiota sem vontade própria. 2019 os aguarda com a dor e o pavor dos perdedores.

Alguns candidatos vão despertar como tubarões no dia 7 de outubro, e dormir como lambaris.

Outros candidatos não deputados, aventuram-se em formar nominatas ditas imbatíveis, em partidos tão inexpressivos e que jamais terão assento na Câmara Federal, que antes das 17 horas do dia 7 de outubro, correm sério risco do cometimento de suicídio ou, no mínimo, vão adentrar a noite em coma alcoólico, desregramento moral, afundando-se na lama pela falta de estratégia, visão, discernimento. E isso porque alguns ainda julgam-se tubarões da política. E o que veremos? Tubarão virando lambari.

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