BRASIL

PGR usa de dois pesos e duas medidas contra PT e PMDB, para deixar livre o PSDB

A procuradora-geral da República Raquel Dodge pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) o arquivamento, por prescrição, de um inquérito aberto em maio do ano passado para investigar o senador José Serra (PSDB-SP) a partir de delação premiada de Joesley Batista.

O dono da empresa de carnes JBS afirmou, no acordo fechado com o então procurador-geral Rodrigo Janot, que combinou pessoalmente com Serra uma contribuição de R$ 20 milhões para a campanha presidencial do tucano em 2010, dos quais cerca de R$ 13 milhões foram doados oficialmente, e o restante, via caixa dois.

O parecer de Dodge, de duas páginas, data de 19 de janeiro, mas só veio a público na noite desta quarta-feira (24). Segundo a procuradora-geral, a prescrição ocorreu por volta de 2016.

Dois pesos…

Contra o PT a doação por fora foi enquadrada pela PGR como corrupção passiva, não como caixa 2.
Contra o senador Valdir  Raupp (MDB), enquadraram a doação contabilizada, por dentro, como corrupção passiva. Já contra o senador José Serra (PSDB) consideraram a doação por fora apenas crime de caixa 2, e não corrupção passiva. A pena máxima da corrupção passiva é de 12 anos. Prescreve em 20 anos. Mesmo considerando a idade de 75 anos do Serra, prescreveria em 10, ou seja, não incidiria a prescrição. A metodologia usada pela PGR para enquadrar uns em caixa 2 e outros em corrupção passiva vai acabar com o PT e o PMDB e deixar o caminho limpo para o PSDB.

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